Ceasinha: quando o interior é aqui!
Publicado em 28 janeiro por Mariana Almofrey-
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por Rodrigo Almeida
A Ceasa do Rio Vermelho, carinhosamente conhecida como “Ceasinha” pelos soteropolitanos, é um mercado de tentações. Lá a população encontra de tudo: carnes, verduras e legumes, ovos, peixes e frutas. E não só isso. Totalmente antenado com as excêntricas necessidades culinárias dos baianos, o mercado oferece tudo o que é preciso para preparar um bom caruru, por exemplo; ou vende, com boa qualidade, os miúdos indispensáveis para um sarapatel “de responsa”.
Já tradicional no cenário do abastecimento de Salvador (tem mais de 20 anos) , com cerca de 200 boxes, a Ceasa oferece tudo o que pode ser encontrado numa feira livre, mas sem as pressões dos “gritos” dos vendedores e sem a sujeira costumeira de locais públicos. Tem uma boa estrutura de limpeza, e comodidades como terminais bancários, lotéricas, bares e restaurantes. É quase um shopping, embora sem ar condicionado e o incômodo das luzes eletrônicas.
Por outro lado, é um paraíso para glutões, um “terror” para diabéticos. O setor de doces, sequilhos, biscoitos e queijos é dos mais completos. Lá é possível degustar o delicioso doce de banana caseira da Ilha de Maré – famosa sobremesa baiana que vem enrolada na palha – ou se encantar com uma infinidade de tipos de biscoitos, broas, bolachas, roscas, beijus e sequilhos, vindos de todas as partes da Bahia. Tem o famoso avoador de Conquista, o mel da Chapada Diamantina, as compotas do Recôncavo.
Para os mais práticos, o mercado oferece, cozidos e congelados, exemplares em miniatura de abará, ótimos para tira-gostos. O peixe fresco já vem tratado, assim como os miúdos para o preparo de sarapatel. Tem galinha de quintal e a conhecida carne de sol da cidade de Ruy Barbosa, considerada a melhor da Bahia.
O mercado é meio que dividido por setores, o que minimiza o trabalho de encontrar o que se quer. Na ala de artesanatos, há esteiras, vasos, gamelas, potes e caxixis. Logo na entrada, vendedores de flores naturais fazem a festa: são pelo menos oito boxes oferecendo diferentes tipos de rosas, cravos, crisântemos e angélicas. Há ainda um setor de animais domésticos (que inclui serviços de banho e tosa de cães); uma área dedicada a produtos orgânicos e outra para ervas medicinais e utensílios típicos de ritos religiosos afro-baianos.
Mas um “hit” do mercado é a ala dos produtos para caruru e vatapá: diversas barracas vendem camarão seco, dendê, leite de côco, castanha, pimenta e outros ingredientes.Desse jeito, fica fácil ser baiano.





